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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

COMPLETAMENTE DENTRO DE MIM




Peguei para ler, quando do lançamento,  o livro FORA DE MIM, de Martha Medeiros, me perguntei quase que imediatamente: será que todos no mundo têm um caso de amor que acontece enorme, preenchendo espaços há muito tempo vazios, mas que a gente tem certeza, desde o primeiro momento, que não vai ser para sempre, e que vai doer, machucar, mas que não conseguiremos dar um passo para trás,  que vamos entrar na história entre o espanto que é apaixonar-se, e a tristeza por ter o conhecimento prévio de que ele, o tão esperado e desejado amor que vai virar a nossa vida do avesso tem prazo de validade?
Desde as primeiras linhas do texto eu pensei: ela roubou a minha história.  Segui lendo o que eu mesma gostaria (deveria?), de ter escrito, tivesse eu o talento dela. É um curto caso de amor intenso, durou dois, valeu por uma vida. Junto com ela por 135 páginas, reli um período de minha própria vida, da minha paixão.
Dizem que Amor é universal, todos, em algum momento da vida se depararão com ele. E sentirão, e viverão as  mesmas etapas: aquela alegria que quase dá vontade de gritar, ou de cantar alto na rua, de partilhar com os passantes, abordá-los para dizer: ei! olhe para a minha vida, eu estou apaixonada, estou amando, sou amada!!!
 Não acredito nisso. Acho que existem pessoas que entram e saem desta vida com quase tudo morno, não querem e não se permitem nunca a experiência de queimar a língua, de rasgar a alma. Escolhem o mais fácil, o menos doloroso. Eu garanto, e ouso dizer que a autora do livro também, não gostaria de chegar aos cinquenta, lá naquela hora em que sabemos  que a jornada está se aproximando do fim,  ainda que restem mais vinte, trinta anos, sem a certeza de que vivi tudo. E que se a vida terminasse ali, naquela hora, levaria a certeza de que tive o melhor e o pior de uma paixão, e que cada dia, cada pranto, cada madrugada, cada riso, tudo valeu.
No livro ela começa contando o melancólico e intenso e silencioso final, diz que sabia que entrava numa viagem sem destino, e que não sabia que doeria tanto. Ela diz que “ninguém pode saber um amor, entender um amor”, mas eu acredito que sabemos sim, mas que isto não nos pararia. Quem quer a vida, entra nela de cabeça, e penso nisso quando ela afirma que viveu dois anos em “constante estado de paixão e luto”, sabendo que em algum momento, aquele avassalamento passaria, e neste momento começaria outra jornada: a de levantar-se para seguir com a vida.
No livro há outros personagens sobre os quais ela diz pouco, e tem que ser assim. O tempo daquela paixão, daquele amor excluiu o resto do mundo. Tudo o mais teve que esperar, tudo diminuiu de tamanho: amigos, filhos. Era a hora daquele amor, de antemão descosturado. Não cabia mais ninguém.
E a retomada da vida é lenta, claudicante, muitas vezes com a estranha sensação de que não vai dar, de que nunca mais vai dar. A autora brilha, como brilha em cada crônica publicada aos domingos. Leio tudo o que ela escreve, sou muito fã de Martha Medeiros, mas neste FORA DE MIM, a verdade é que ela esteve dentro de mim, disse o que eu gostaria de ter dito, e não creio que eu seja a única leitora que sentiu ou se sentirá assim ao lê-la.
Por que escrevi hoje, e não quando o livro saiu? Porque li avidamente da primeira vez, aluguei muitas vezes, afinal o trabalho é este, aqui, alugam-se livros. Mas ele retornou ontem, e foi tudo como da primeira vez: a mesma empatia, o mesmo assombro. Como ela sabe tanto de mim?
Fica o convite para as três pessoas que lêem o blog, ou para os que visitam nossa página do facebook. Não percam. Pode ser também a sua história.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

FACA AFIADA - Bartolomeu Campos Queirós

Trabalhar com livros deveria, primeiramente , fazer de mim alguém mais antenada com os bastidores da Literatura, mas não é o caso. Eu deveria saber mais deste autor, de seu jeito, da forma como criava, mas não foi o caso. Conhecia a obra, mas sabia bem pouco do autor.
Leio compulsivamente, e leio de tudo. De alguns livros gosto tanto que fico triste quando vejo que vão acabar, e os economizo; outros, leio porque faz parte também da função ao locá-los. Não consegui, nestes mais de 20 anos entre os livros não opinar até mesmo jogando contra mim. Muitos associados apreciam imensamente um autor, e lá vou eu, com a minha boca grande, e meto o pau no pobre dizendo do tanto que é raso, do tanto que ele não disse nada, reclamo dos romances melosos, mas numa idade aí, há uns séculos atrás, eu já devo ter gostado. Comecei a vida lendo “Memórias de um Burro” da Condessa de Ségur, foi este, em minha memória, o primeiro livro que li, mas daí para frente devorei tudo o que me caía nas mãos, trocava qualquer presente por um livro.
A leitura para mim continua sendo para me encantar ou para eu reclamar. Este me encantou.
No início do meu segundo casamento, meu marido vinha para casa com dez, quinze livros de uma vez eu achava que finalmente tinha encontrado, de verdade, o príncipe encantado. Imagina! Tudo o que eu queria. E devo a ele a abertura desta Locadora. O casamento virou uma boa amizade, mas sempre vou ter de agradecer a força que veio dele e que me trouxe até aqui. Obrigada você.
Mas toda esta falação vem da necessidade de dizer sobre uma matéria lida no sábado, dia 18 no Prosa, do Jornal O Globo: José Castello escreveu sobre Bartolomeu Campos Queirós, e eu encontrei o texto que eu precisava para dizer sobre um livro infantil do autor: FACA AFIADA. Fazia tempos que eu queria escrever sobre ele, mas precisei de Castello para entender melhor de que maneira o autor chegara a escrita do livro.
Deus, como ele escreve bonito! A escrita é sensível, poética, perfeita e dura. Não a li, embora ela seja, como uma história para crianças. Conta de uma família onde encontramos pobreza, mas proximidade, e aparentemente amor, cuidado, compreensão, mas na verdade chegamos a um rito de passagem, uma criança entrando bruscamente no mundo dos adultos, onde as coisas nem sempre são o que parecem ser. A quebra da imagem de perfeição dos pais, apesar da pobreza. A história corta, fere, dói. E transcrevo aqui o final do texto de Castello, pedindo desculpas por copiá-lo assim “ipsis litteris”, mas eu não saberia, nem no meu sonho de grandeza mais absurdo fazê-lo pelas minhas próprias palavras: - “Via Bartolomeu a escrita como uma rasteira que o escritor aplica ao leitor. Você acha que sabe isso e aquilo, acha que pensa aquilo e aquilo outro. Mas, ao ler uma ficção, ou um poema, seu mundo despenca”. Esta é a exata sensação que se tem ao ler FACA AFIADA, mas eu o indico, maravilhada, a todos aqueles que não perderiam por nada uma bela escrita numa história onde o final nos deixa tontos, estupefatos. Essa é a prova maior de que ele atingiu exatamente o que pregava: “Nosso real e, muitas vezes mais fantástico que a fantasia”.
Bartolomeu Campos Queirós faleceu em janeiro de 2012, aos 67 anos, e eu particularmente, sentirei falta de sua escrita.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A GÁRGULA – Andrew Davidson



Há romances que são lançados, mas creio que poucas pessoas tomam conhecimento, e eles desaparecem das prateleiras, e infelizmente um livro maravilhosos passa e quase ninguém fica sabendo sobre ele. E este foi, para mim, o caso do livro citado acima. Nunca ouvi ninguém comentando sobre ele, o que é uma grande pena.
A história gira em torno de um homem que durante a maior parte de sua vida preocupou-se apenas em satisfazer seus próprios prazeres. A natureza fez dele um homem bonito e sedutor, mas para ele a aparência serve apenas para atender à sua própria demanda por sexo, por drogas e por tudo aquilo que preencha o enorme vazio que é a sua vida, até que numa sexta-feira, ao voltar mais uma vez bêbado e drogado de uma noite na esbórnia, perde a direção de seu carro, e como ele mesmo nos diz: “Os acidentes ocorrem, muitas vezes violentos, como o amor.”
Esta é a primeira frase do livro e o começo da história de nosso personagem, que depois de ter sobrevivido ao acidente, onde tem muito de seu corpo queimado passando então a sofrer “as torturas dos condenados, transformado numa figura grotesca, digna de pena.”
Passa a viver então no hospital onde foi socorrido., e tudo o que espera é que haja um momento de poder sair dali, ainda que nem saiba de verdade para onde, e possa então acabar com o que restou de seu corpo. E é então que aparece Marianne Engel, uma artista  plástica cuja especialidade  são as esculturas de gárgulas. Ela vive na ala psiquiátrica do hospital e que diz conhecê-lo de outras vidas.  Conta para ele que foram amantes na Alemanha medieval, e que nesta época ele era um mercenário e ela uma escriba no mosteiro de Engelthal. Afirma que foi uma das primeiras tradutoras de “Inferno”, parte da obra de Dante Alighieri, “A Divina Comédia”. Ela o informa que esta é a terceira vez que ele se queima de forma grave.
Ele a vê inicialmente apenas como uma louca que o distrai de suas muitas agonias, mas ela segue contando outras histórias, dizendo sobre um amor imortal entre os dois, e como uma Sherazade ela relembra para ele os lugares onde viveram até que a descrença deste homem começa a desmoronar, e ele percebe que não dá mais para fingir que as histórias não o atingem, tornando o que antes parecia impossível, difícil de ser ignorado. Ela o faz desejar tempo para saber até aonde vai a verdade do que diz.
Este foi o primeiro livro do autor, Andrew Davidson, fruto de sete anos de pesquisa, e ele consegue associar lugares tão completamente diferentes em tempo e espaço, com uma narrativa emocional sobre os muitos infernos dantescos existentes na história da humanidade.
Se você gosta de romances profundos, bem escritos, e que o pegarão desde a primeira linha, não pode deixar de procurar por este livro.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Se o assunto tenta ser sadomasoquismo, então acho que chegou a hora de pegar mais pesado

A discussão sobre CINQUENTA TONS... ainda segue, os jornais nos dizem que não sabemos o que perdemos enquanto não lemos o livro, (ou os livros), afinal vêm aí mais dois deles, e eu sigo indignada. Não porque o livro seja ruim. Não é. Mas o assunto é polêmico, obscuro, não faz parte das conversas mais comuns entre amigas, nunca sabemos ou saberemos, eu penso, quem de nós já experimentou, de alguma forma uma experiência destas, mas já falei sobre “A História de Ó”, que é um clássico da literatura erótica, que até mesmo o Guido Crepax eternizou num livro em quadrinhos bastante cuidado, e que até já fez parte do acervo desta Locadora. Mas existem dois outros, ambos de uma autora norte-americana chamada Laura Reese que já “rodam”faz tempo por aqui: “FALSA SUBMISSÃO” e DESEJO DE PÂNICO”.
Em FALSA SUBMISSÃO,  a protagonista Nora Tibbs é jornalista e resolve abandonar momentaneamente a profissão para ir em busca de vingança para sua irmã mais nova Frances que é encontrada morta em seu apartamento, brutalizada e torturada. Nora tem certeza de que sabe quem é seu assassino, Michael M., um professor de música com o qual sua irmã se envolvera.  Ao encontrar o diário da irmã ela vê que o homem se envolvera com sua irmã, levando-a iniciar uma jornada incondicional de submissão cujo final foi a morte.
E nossa heroína acredita que poderá fazê-lo admitir seu crime aproximando-se dele e deixando-se levar ao mundo enlouquecido que anteriormente ele  oferecera à sua irmã.  E eis que de repente ela acaba entrando num jogo perigoso onde os limites para a perversidade e a perversão são cada vez menores, e onde a cada momento ela se vê mais e mais enredada pelo magnetismo do Sr. M.
O livro, quando do lançamento encontrava-se no gênero de suspense, mas ia muito além disso.  Inquietante, obsessivo, acompanhamos Nora, que em busca de sua vingança acaba penetrando num mundo que ela jamais imaginara, e pior, descobre-se participando dos jogos eróticos de Michael descobrindo o prazer da submissão, da dor, da degradação, enfim, sua vingança a leva a lugares onde nunca esteve nem em seus sonhos mais estranhos. Nora jamais acreditaria se lhe dissessem que uma mulher tão independente, tão segura de si, e que anteriormente sempre fora a dominante em suas relações pudesse chegar até onde Michael M. a leva. Este sim, é um livro sobre sadomasoquismo. Esse dói!

DESEJO DE PÂNICO – Segundo romance da mesma autora, e caminhando nos mesmos moldes.
Carly, a personagem principal é encontrada quase morta numa estrada, seu corpo ferido, quebrado, seu rosto destruído. Ninguém a procura no hospital, os médicos refazem sua face como imaginam. Sua memória apagou-se, ela não sabe quem é, o que houve, e nem que lhe causou todos aqueles ferimentos. Tinha dezessete anos, muitas cicatrizes, nenhuma lembrança. Os médicos remendam seu corpo, mas nunca conseguiram chegar à sua mente.  Aos vinte anos sai do hospital, viaja, retoma sua vida, estuda Inglês, mas acaba entrando para o ramo dos restaurantes, torna-se chef num restaurante famoso, mas é uma pessoa solitária. Pergunta-se constantemente quem foi, e porque motivo nunca foi procurada por ninguém, não tem amizades profundas, e não entende o fato de não querer sair do norte das Califórnia. Sua interação com as pessoas é superficial,  embora todos gostem dela. Durante anos procurou respostas para seus desconfortos: não gosta de pisos de tijolos, não sai com homens grandalhões, não gosta lugares fechados ou escuros.
Até que encontra numa revista, a Wine Spectator, a foto de um homem alto, louro, de pé num parreiral. É um homem grande, forte, e que parece à vontade apresentando a vinícola da família. Há ainda uma foto anterior, de vinte anos para trás, onde o mesmo homem, mais jovem, o rosto sem marcas, de alguma forma trás para ela a sensação de, ele fez parte de seu passado, e de sua história. Ele é o dono da vinícola Byblos, e a administra com a família. Seu nome: James McGuane. Ao saber que eles estão em busca de uma nova chef de cuisine, candidata-se ao cargo, mudando-se para Napa Valley em busca de sua história.
Lá chegando, acaba se envolvendo sexualmente com James, descobrindo nele um dominador e o provável culpado por tudo o que houve em sua vida. E começa com ele um jogo de dominação que cresce a cada momento, envolvendo os dois numa rede de intrigas e de jogos sexuais perigosos que podem levá-los mais uma vez ao crime ou a morte.
Bem, nestes dois livros encontro o que realmente chamo de práticas de sadomasoquismo, e que eu acho fariam que Ana achasse Christian Grey quase um santo.
E eu prometo que agora paro de dizer sobre sadomasoquismo, mas não podia deixar de fazê-lo antes de apresentar estes dois livros a vocês.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cinquenta Tons de Cinza... de novo...

Quando postei um comentário sobre o livro estava começando a lê-lo, agora, já quase no final, e depois de conversar um tanto com a minha amiga Deborah, ela me remeteu à História de Ó, disse-me que a autora pareceu criar seu livro meio que com base neste clássico da Literatura Erótica. A partir dali, recomecei a leitura tentando lembrar-me do livro. Escrito  por Anne Decloss, sob o pseudônimo de Pauline Reage, conta a história de uma fotógrafa de moda que decide entregar-se, sem reservas a seu amante, que a conduz a Roissy, um castelo isolado onde outras mulheres, como ela também aprendem a submeter-se. Lá, Ó é treinada para ser a mulher que seu homem deseja. Lá, ela é chicoteada, amarrada e aprende a estar disponível para seu amante, sempre segundo a vontade dele, mas  durante todo o tempo é como se ela soubesse que ainda detém um enorme poder sobre ele. Após o treinamento, seu amante a “empresta” a um outro dominador, Sir Stephen, ainda mais cruel que seu amante,e acaba por apaixonar-se por ele, tornando-se então completamente submissa aos seus desejos.
Mas retornando aos CINQUENTA TONS DE CINZA  , encontramos um dominador muitíssimo jovem, milionário, Christian Grey, que resolve fazer de nossa heroína uma submissa. O romance não é de todo ruim, mas eu, particularmente, não consigo pensar num dominador tão jovem, sabe-se lá porque, imagino que um dominador deveria ser mais maduro. A heroína é virgem, seu primeiro contato sexual é com o jovem Christian, tendo sido ele mesmo iniciado sexualmente como um submisso por uma mulher mais velha. Há alguns argumentos meio descosturados: ele é adotivo, mas lá pelas tantas, ao conhecer a família do moço, Anastasia diz que ele se parece com o pai, ele é fechado como uma ostra, e atribui essa introspecção ao fato de ter sido maltratado enquanto era criança, mas a família parece adorá-lo, tem irmãos que também o amam, enfim, o rapaz me passa uma impressão engraçada de “rebelde sem causa”, e muito bem sucedido.
Este volume já está no final, ainda faltarão mais dois, um deles saindo agora em 12 de setembro: CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS, e eu me pergunto aonde isso vai dar? Não é um mal livro, não deve ser, afinal está em primeiro lugar  em todas as listas de mais vendidos, mas ainda não me convenceu.
Eu, particularmente acho que estas relações não são feitas por contratos, como ele pretende.  As relações de submissão acontecem, o movimento chega sem que possamos dominá-lo, quando damos por nós, a história já está acontecendo e já estamos enredados nesta teia.


Bem, seguirei lendo e pediria às pessoas que o lerem que me ajudem, que dêem sua opinião,sobre para ver se estou pedindo muito.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CINQUENTA TONS DE CINZA


O livro sobre o qual as pessoas vêm comentando atualmente , cuja autora é  E.L. James tem um nome curioso:  Cinquenta Tons de Cinza.,  e é o primeiro volume de uma trilogia.
Ele começa quando a estudante de Literatura Anastasia Steele vai prestar um favor a sua melhor amiga que se encontra adoentada, e vai entrevistar um jovem bilionário Christian Grey. E é então que ela se depara com um homem diferente de todos outros que conhecera anteriormente. Ele é um belo homem, é brilhante e imediatamente ela vê nele um dominador, alguém acostumado a ter todas as suas ordens imediatamente atendidas. Anastasia é jovem, e mesmo a contragosto fica encantada com o tipo. Ele, misterioso e enigmático, sente-se atraído também por sua beleza e por seu espírito independente. Sua amiga Kate, a quem Ana foi prestar o favor de entrevistá-lo a avisa que se afaste dele, que na verdade ele representa perigo para ela, mas é tarde demais; Anastasia já está seduzida por Christian e ele também a deseja, mas em seus próprios termos. As diferenças entre eles vão além da diferença econômica ou de classe social, e Christian apresenta a ela uma lista de exigências para ficarem juntos que vai muito além do convencional, mas parece que já é tarde, Ana aceita o desafio de descobrir sobre seus desejos mais íntimos, mas descobrirá também sobre o lado obscuro da personalidade do homem que deseja.
Comecei ontem este primeiro livro, e sigo curiosa a respeito. E você? Já o leu? Que tal conversarmos sobre isso?
Fica a sugestão.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma mulher bem sucedida



Talvez eu diga que não sou fã dela por inveja. Afinal ela é uma escritora reconhecida mundialmente, muitíssimo bem sucedida e eu na verdade sou apenas uma leitora de livros, nunca ninguém me deu habilitação para criticá-los, mas como faz parte da minha personalidade dar palpite, amar, odiar, colocar toda ênfase do mundo nos comentários que faço a respeito dos muitos livros que leio desde sempre, e mais ainda depois de abrir a Locadora, pego a Nora Roberts que nesta série usa o codinome J.D.Robbins para Cristo e digo: essa série MORTAL já está desgastada!

Mas está nada! Eu é que sou muito insuportável acho. Tem sempre associado me perguntando se já saiu mais um volume.

Para quem nem sabe do que estou dizendo vale dar uma ideia do que ela trata nos livros da série.
Eve Dallas é o nome da protagonista. Ela é uma detetive durona, mas logo vamos descobrir que a moça teve uma infância horrorosa, com um pai abusivo, e mesmo seu nome EVE foi dado pelas enfermeiras que a atenderam na noite em que seu pai foi assassinado. O sobrenome DALLAS fica por conta da cidade onde ela inicialmente viveu. Ao crescer ela se torna então uma defensora da ordem.

E como a nossa NORA ROBERTS, mesmo usando outro nome, é uma escritora de romances; logo Eve Dallas encontra seu par perfeito Rourke (um irlandês indescritível, que teve uma infância tão pobre e ruim quanto a dela, e por isso compreende todas as suas muitas esquisitices.

Quando digo, indescritível é porque não consigo imaginar um homem mais perfeito: rico, (dono de quase todo o planeta Terra e de alguns outros negócios em outros planetas do sistema Solar) bonito, sexy, sensual, apaixonadíssimo por ela, enfim: um escândalo.

O primeiro volume se chama NUDEZ MORTAL, e já estamos aí no 13º: SEDUÇÃO MORTAL. E, enquanto Eve segue desvendando os vários crimes que acontecem numa Nova York do futuro, vamos nos aprofundando também na história da detetive e do milionário.

Pois bem, eu posso reclamar da autora, dizer que os livros já estão ficando cansativo, mas temos de concordar: ela pelo menos os escreveu não é mesmo? E mais; foi e é uma das autoras mais publicadas atualmente.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pois é, estivemos na Bienal do livro/2009 e fizemos boas aquisições para nosso acervo. Estamos cadastrando e colocando no site e colocando já à disposição para locação.

* AO SOM DO MAR E A LUZ DO CÉU PROFUNDO - Nelson Motta
No final de 1959, o Rio de Janeiro ainda é a capital federal e Copacabana vive os seus últimos dias de glamour. É para lá que se muda a família do coronel Kleber Ferreira, realizando o sonho da mulher, Dona Eva, que abre uma loja de doces e se apaixona por um delegado bonitão e cafajeste. Alertado por uma carta anônima, o marido contrata um detetive particular e a vida de Eva começa a correr perigo.
No bairro Peixoto, a vida não será a mesma depois da chegada dos novos vizinhos da família Ferreira, o adido militar americano Francis W. Simon, sua filha de 17 anos, apaixonados pelo Brasil paradísíaco dos filmes e das músicas e ansiosos para descobrir o país real.
Na Califórnia, Carol estudava Português, ouvia discos e folhaeava revistas brasileiras sonhando com as praias e com seu primeiro carnaval. Quando chega ao Rio de Janeiro, ela escandaliza e conquista a vizinhança, principalmente os adolescentes do bairro Peixoto, encantados com seus maiôs de duas peças, suas pernas torneadas e sua cabeleira ruiva, e um surpreendente talento para o futebol. Filha de Dona Eva e bonita como a mãe, Marina se torna amiga e confidente de Carol.
Preto, magrelo e dentuço, Bombril é carque da bola e da simpatia, melhor amigo de Marina, ele fvai ensinar Carol a jogar futebol e aprender inglês com ela, para inveja da turma de garotos.
Entre medos e esperanças, desejos e segredos, o amor e a amizade se misturam e explodem nos corações, entre sambas, marchinhas e jatos de lança-perfume, a vida e a morte dançam juntas no Bairro Peixoto, ao som do mar e a luz do céu profundo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Clube do Filme


Criar filhos, saber o que é melhor para eles, tomar a atitude correta, dizer o que é preciso, agir de forma a torná-los pessoas felizes... coisa mais difícil essa. E a gente que já foi filho, e que naquele tempo sabia todas as respostas fica "chapada" porque quando chega a hora de sermos pais, tudo aquilo que apregoávamos, todas as nossas muitas certezas acabam caindo por terra e ficamos ali; nos perguntando o que na verdade deveríamos fazer, como agir, como não tornar infelizes aquelas pessoas que passam a ser, sabe-se lá Deus por que, as mais importantes de nossas vidas,. Acabamos meio desesperados, e com o autor não foi diferente.
Filho adolescente, odiando cada dia de aula, desinteressado, desmotivado, e o pai ali, sem saber o que fazer... E eis que o autor toma uma atitude aparentemente temerária: você não gosta da escola? não quer mais estudar? Pois bem: não estude. Largue a escola e firme comigo um compromisso. Desde que você não se drogue, nem tome nenhuma atitude que atente contra sua vida, o que precisará fazer é assistir comigo a três filmes por semana. Eis a proposta de David Gilmour - e ele nem é do Pink Floyd - para tentar fazer com que o filho, em algum momento encontre suas próprias respostas sobre o que fazer com o tal "futuro", que é o que aprendemos, desde sempre, que importa.
E em meio a todas as muitas dúvidas, é com todo o medo do mundo que ele mergulha nessa experiência, e é lindo ver como tudo acontece. Como os dois , ao discutirem o que vêem, passam a saber muito mais um do outro, e por conta do tempo passado assistindo aos filmes , as conversas se tornam mais intimistas. E passam a dizer da dor, da forma de ver o sexo, dos relacionamentos, do amor, da insegurança em relação as mulheres, à vida, do medo que cada um de nós tem dentro de si todo o tempo, e à medida que o autor narra sua experiência, uma amizade, uma confiança, uma intimidade, que eu aqui, mãe de duas, e que tive todas essas muitas dúvidas, moro de inveja de não ter tido toda essa coragem, ou quem sabe, uma idéia fantástica com essa. O filho cresce a cada dia com aquelas tardes de cinema, e o pai ora se assusta, ora se orgulha, e a aproximação faz. Na verdade, os dois se tornam muito, mais muito melhores a cada dia, e vemos que ele acaba por conseguir o que poucos pais teriam a coragem de tentar: apenas deixar que o filho seja.
E a narrativa flui, é leve, boa de ler. A experiência é incrível, e o melhor de tudo.: não é uma estória, é uma história. Aconteceu de verdade com os dois, e para que você possa chegar ao final dessa experiência inusitada, faz-se necessário que você leia o livro.
E eu aconselho: não deixe de fazê-lo. Creio que há bastante o que aprender com a narrativa; uma experiência que, à vista de alguns tinha tudo para dar errado, mas... o resto eu não vou contar, mas espero que você possa comentar comigo o que achou. Até lá.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Depois de todo esse tempo: A CABANA


Todos sabem que eu, embora seja louca por livros, e como diz a minha irmã, nem um pouco seletiva, pois leio de tudo sem discriminação, na verdade, tenho uma certa trava com os tais livros de auto-ajuda, mas os leio, e de vez em quando mordo a língua diante do meu próprio pré-conceito, uma vez que nem li ainda, e já não gostei. Foi o que me aconteceu com o incensado A CABANA de William P. Young. Ele chegou à lista dos dos mais vendidos, os meus associados já tinham lido, e eu ainda me demorava para começar.
Alguns me perguntavam o que eu havia achado, e eu dizia que ainda não havia lido, mas, quando já não dava mais para retardar a leitura, resignei-me, peguei o livro, e não pude largá-lo.
Não é uma história pretensiosa. É uma história simples, que fala de Deus. Mas não o Deus ao qual eu me acostumei a temer, criada por uma avó um pouco mais que católica, mas um do jeitinho que eu sempre desejei que fosse: próximo, falível, doce, quente, engraçado, e pronto, para ser pai, para perdoar, para entender, para me ensinar a me perdoar...
E fiquei ali, me sentindo tão bem, tão filha Dele, achando tão possível que Ele realmente me ouvisse, e compactuasse (sem nenhuma conotação pejorativa) comigo nas minhas muitas falhas e inseguranças, e pudesse rir de mim e comigo. Enfim, um Deus pleno de bondade, de carinho e de vontade que eu acreditasse Nele.
Que me perdoem os que como eu crêem que todos os livros de auto-ajuda só são realmente bons para aqueles que os escrevem. Gostei demais da história, e se você não a leu, aproveite a oportunidade , e venha lê-lo conosco. Talvez o seu professor de Literatura não concorde, mas não será uma perda de tempo.